Distribuidor
A finalidade do distribuidor é levar a cada vela a alta tensão no momento em que ela deve entrar em ação. O distribuidor consiste num sistema de contatos móveis, que gira comandado pela própria rotação do motor, de modo a 'distribuir' a alta tensão entre as velas.
Outro item visto no interior do distribuidor também é o rotor que serve de ponte de condução do cabo da bobina até o cabo das velas.
O elo final da cadeia é formado por um conjunto de velas. Como já vimos, a finalidade das velas é produzir as faíscas que inflamam a mistura de ar com combustível no interior dos cilindros.
Limitações
Este sistema de ignição é o convencional, sendo utilizado na maioria dos veículos. Além de ter um desempenho razoável dentro de certos limites, como utiliza poucos elementos é bastante confiável.
No entanto, alguns pequenos defeitos existem, e é justamente na tentativa de eliminá-los que são criados sistemas mais avançados e sofisticados, principalmente com base em dispositivos eletrônicos.
Um primeiro problema a ser considerado é que a intensidade da faísca depende do tempo de abertura do platinado. Entre o instante em que o platinado fecha (ou abre) existe um tempo mínimo para que as linhas de força do campo magnético se expandam totalmente (ou contraiam). Isso significa que ele deve permanecer por um bom tempo mínimo fechado para que haja possibilidade da corrente na bobina subir de zero até o seu valor máximo e assim o campo magnético se expandir totalmente com a máxima transferência de energia para o secundário na forma de alta tensão.
Nas baixas rotações do motor isto não é problema, pois o platinado consegue o tempo de fechamento necessário para obter o máximo de energia para a faísca, mas nas altas rotações a indutância da bobina começa a fazer efeito.
Esta indutância é a "oposição à variação da corrente" que justamente impede que ela cresça rapidamente até o valor máximo. Nas altas rotações, a energia da faísca tende a decresçer, e a principal conseqüencia disso é a perda do rendimento do motor, pois a mistura começa a não ser totalmente queimada.
Com menor faísca temos uma combustão incompleta, havendo uma redução na potência do motor, além de manifestar uma tendência a maior consumo de combustível (acelera-se mais para compensar a perda do rendimento).
Outro problema vem do fato da corrente controlada pelo platinado num sistema convencional ser muito intensa, atuando ainda sobre uma carga fortemente indutiva (a bobina).
Cada vez que o platinado abre seus contatos, a contração do forte campo magnético da bobina gera uma alta tensão "de retorno" também no primário, e que "volta" ao platinado produzindo uma pequena faísca. Mesmo com a presença de um "condensador" (capacitor)
, cuja finalidade é amortecer esta alta tensão de retorno, ainda assim, a energia envolvida na faísca é suficiente para queimar, com o tempo, os contatos do platinado.
fontehttp://www.mecanicaonline.com.br
fotos:mercado livre
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